Goodbye for Now, 2016.

No 1º semestre desse ano eu escrevi um texto pra colocar aqui nesse blog tão parado. Eu sempre prometo que voltarei a escrever com frequência aqui, mas eu já me acostumei a me sabotar (o que é terrível). Daí aproveitei esse período de greve na universidade pra adiantar o TCC e uns projetos pessoais, e num tempo livre dei de cara com o tal texto. Fiquei triste de saber que nada mudou, mas feliz de saber que, por ainda me representar, posso colocar aqui pra tentar ajudar alguém que passe pela mesma babaquice que eu vivo.

Aí vai.

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Cara, eu andei muito estressado. Muito atarefado. Fiz um monte de merda por aí. Graças a Deus não entrei em colapso. Pra falar a verdade, a sensação que eu tenho é que entrei em colapso e ainda não percebi, e estou andando igual um zumbi, no automático. Dos meus fones, só saíam músicas que serviam pra me empurrar, pra me forçar a viver aquele dia e completar as tarefas diárias, ou pelo menos sobreviver e fazer o suficiente pra ter nota mínima nas matérias. E na maioria das vezes, não dava certo

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Goodbye for Now, 2016.

#TrueStory 1: Love never lasts

(Tag nova nesse blog tão parado. Todo mundo sabe o que significa #TrueStory, então menos papo e bora tirar as teias de aranha daqui, sem enrolação.)

De toda a letra da canção, pegue apenas esse trecho abaixo. Não a letra completa. Esse trechinho é um baita #TrueStory, particularmente.

“…maybe I know, somewhere deep in my soul, that love never lasts, and we’ve got to find other ways to make it alone or keep a straight face. And I’ve always lived like this, keeping a comfortable distance. Up until now I had sworn to myself that I’m content with loneliness, because none of it was ever worth the risk…”

(tradução aos não-inglesados: ...talvez eu sei, em algum lugar dentro de mim, que o amor nunca dura, e a gente tem que achar outros jeitos de seguir em frente sozinhos, ou manter a cabeça erguida. E eu sempre vivi desse jeito, mantendo uma distância segura. Até agora eu jurei pra mim mesmo que me contento com a solidão, porque nada disso nunca valeu a pena…)

Não vai pensando que essa música é uma baladinha romântica, e me parece que todo mundo acha que é. Mas eu duvido que a Hayley escreveu a letra pensando em amorzinho, e me baseio no álbum pra afirmar isso. Ela disse em shows e entrevistas que nos seus 18~19 anos estava num período bem tenso da vida e não conseguia ser otimista com quase nada. O resultado é o Brand New Eyes, um rock bem feito, mas com todas as letras contendo mágoa, ressentimento, ironia, saudade (aquela que dói), tristeza. Então não faz sentido nenhum ter uma canção amorzinho aqui. E por isso mesmo eu sempre costumava pular essa música. Agora faço questão de ouvir e dar atenção em dobro à essa estrofe. E só a ela (e um pouco da primeira estrofe, já que minha mãe “broke her own heart and I watched as she tried to reassemble it”). Sem entrar no mérito do refrão.

É, talvez o amor nunca dure. Ou como diz meu amigo Johnnÿ Dias (o maior Olindense de todos os tempos): O amor é uma invenção de algum Neanderthal imbecil que mascou maconha estragada e criou essa baboseira.

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(but i’m on my way to believe in… i guess…)

#TrueStory 1: Love never lasts