Goodbye for Now, 2016.

No 1º semestre desse ano eu escrevi um texto pra colocar aqui nesse blog tão parado. Eu sempre prometo que voltarei a escrever com frequência aqui, mas eu já me acostumei a me sabotar (o que é terrível). Daí aproveitei esse período de greve na universidade pra adiantar o TCC e uns projetos pessoais, e num tempo livre dei de cara com o tal texto. Fiquei triste de saber que nada mudou, mas feliz de saber que, por ainda me representar, posso colocar aqui pra tentar ajudar alguém que passe pela mesma babaquice que eu vivo.

Aí vai.

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Cara, eu andei muito estressado. Muito atarefado. Fiz um monte de merda por aí. Graças a Deus não entrei em colapso. Pra falar a verdade, a sensação que eu tenho é que entrei em colapso e ainda não percebi, e estou andando igual um zumbi, no automático. Dos meus fones, só saíam músicas que serviam pra me empurrar, pra me forçar a viver aquele dia e completar as tarefas diárias, ou pelo menos sobreviver e fazer o suficiente pra ter nota mínima nas matérias. E na maioria das vezes, não dava certo

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Eu não conseguia coragem pra encarar as tarefas. Por milagre eu consegui passar em algumas matérias. Por baixeza minha, passei em outras (nada como colocar uns PDFs no celular e sentar num local estratégico na sala, na hora da prova). Por idiotice minha, quase fui pego numa baixeza dessas. E por eu ser exatamente o lazarento preguiçoso que sou, não passei em duas matérias e quase perdia o prazo de um relatório importante.

Eu simplesmente odeio ser assim. Odeio. Com todas as minhas forças. Fico estressado por minha causa. I am my own infliction. I am my own disease. I am the victim, the culprit, the casuality and the cause.

Mas adivinha só? Eu odeio tanto que quero resolver por mim mesmo. E sei que nunca conseguirei resolver por mim mesmo. Só o Pai do céu consegue me mudar. E eu não deixo. Absolutamente desobediente, duro de coração. Ou seja: eu odeio ser quem sou, e não deixo A Mudança me mudar, e permaneço onde estou, chafurdando na lama de mim mesmo, do meu egoísmo. Eu só não me chamo de apóstata porque ainda sou teimoso em chamá-lo de Senhor e crer que ele me ama, como uma luz no fim do túnel, mesmo que essa luz seja um trem vindo me atropelar. (quem sabe, sendo mesmo um trem, ele me acerte e eu acorde pra vida de vez.)

Por favor. Eu não quero parecer ser um egoistinha, como se eu estivesse em uma conspiração do mundo pra ferrar com a vida de quem está no centro — sendo minha vida no centro da conspiração. Mas estou no centro de mim mesmo. Sinto que tirei Deus do trono de mim, e me pus lá, pus minhas angústias, meus achismos, meus conceitos, minhas dúvidas, minhas ansiedades, minha falta de oração, minhas insistências em não ir atrás de respostas na fonte mas querer algum milagre que responda tudo mesmo assim, minhas chatices, meus afastamentos de pessoas, meu ego inflado e mal-cheiroso.

Ainda assim, milagres acontecem.

I can still see the light at the end of the tunnel shine through the dark times, even when I lose my mind. But it feels like no one in the world is listening, and I can’t ever seem to make the right decisions. I walk around in the same haze. I’m sill caught in my same ways. I’m losing time in this strange days.

But *somehow* I always know the right things to say.

I don’t know what time it is, or who’s the one to blame for this. Do I believe what I can’t see? And how do I know which way the wind blows? ‘Cause I can feel it all around! I’m lost between the sound. And just when I think I know, there she goes… goodbye for now…

Eu sou um babaca ingrato. E não venha me dizer que todos somos. Eu REALMENTE sou um babaca ingrato, surdo e cego. Mas por alguma razão, eu ainda não caí completamente. Ou caí sem ser derrubado, caindo de joelhos, ou rolando e levantando em seguida. Mesmo que no fundo do poço, mas me mantendo em pé sem muita demora. Eu posso dizer que é Deus. Mas ainda não tenho a completa percepção disso. Nem acho que vou ter, mas quero dizer que não tenho uma resposta exata e eu não saberia transmitir isso a alguém que precisasse. E tenho até medo de precisar falar, porque é capaz de eu me enrolar todo. Por outro lado, ainda sou usado por Ele. Ele continua me surpreendendo, falando através de mim. Por algum motivo, eu me dou bem quando estou no fundo do poço. I’m better off when I hit the bottom.

Eu acredito em Jesus. Acredito na cruz. Eu apenas não consigo viver tudo tão intensamente quanto eu deveria. Eu ainda espero chegar nesse nível de semelhança com Jesus, e quero chegar à santidade dEle. Continuo teimoso. Continuo arredio. Continuo reativo e respondão. Mas um dia isso vai mudar. Por enquanto, vivo um milagre diário. Ainda acho uma merda o que sou (e ainda me apego a isso, por mais merda que seja). Mas eu vou chegar lá. Tenho fé que vou chegar lá. Por mais estúpido que eu seja e por mais estagnado que eu esteja, por mais teimoso que eu ande e mais agarrado ao meu ego que eu viva, ainda tenho uma pontinha de esperança no futuro. Mesmo que seja um futuro distante — e eu sei que o amanhã pertence a Deus e que minha vida depende dEle, e que eu posso estar morto em questão de segundos, mas ainda tenho a pontinha de esperança.

Esperança… esperar… esperar é caminhar.

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Goodbye for Now, 2016.

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