#FlashbackFriday #3: A Marrom, o Nintendinho e o MegaMan – Alcione

Oi! Agora estou OFICIALMENTE de férias da faculdade!
Só que não, consegui um PIBIC (iniciação científica). Yay, graças ao bom Deus!
Agora vou ter ainda mais trabalho na vida, mas pelo menos é do jeitinho que eu quis desde bastante tempo. E quem sabe seguir carreira acadêmica… ou não.
Bem, o futuro a Deus pertence, Ele já passeou por lá. Eu fico só na fé e no aguardo.

Vamos lá pra esse retorno, depois de tanto tempo sem post?

#FlashbackFriday #3: A Marrom, o Nintendinho e o MegaMan – Alcione

Quem diria que dá pra juntar um CRÁSSICO do Samba e do MPB com um videogame japonês, sem usar mod’s, mas apenas a criatividade de uma criança? E quem diria que um garoto costumeiramente ruim em games pudesse mandar tão bem em pelo menos um deles… de uma hora pra outra?

Esse, meus amigos, é o poder da inspiração pela música. (ou de repente é só sorte mesmo, huahuahuahua!)

Mas de qualquer forma, eu me orgulho em dizer: foi culpa da minha mãe! 😀
(feliz dia dos pais, mamãe 🙂 )

A nostalgia de hoje é algo interessante. Desde muito tempo eu só morei com minha mãe e meus irmãos (bem) mais velhos. Aos meus 9 anos só fiquei eu e a velha, os outros casaram e foram tomar seus rumos. E eu tinha um Super Nintendo Baby desde os 6 anos (sdds Nintendinho 😥 e obrigado Waltinho pelo presentão), e eu tinha um costume que só não dura até hoje porque a vida me botou pra diversos outros caminhos: eu era um garoto estudioso e durante a semana estudava pra valer, mas no fim de semana era só diversão, e eu sempre ia numa videolocadora alugar uma ou duas fitas de games. Assim descobri tantos games incríveis, como Prehistorik Man, Mario Bros., Mario Kart, Mario o escambau, The Legend of Zelda, Futebol Brasileiro 96 (o melhor mod do século XX), Donkey Kong, muitos e muitos outros… e nosso protagonista, MegaMan.

Porém, da mesma forma, mamãe aproveitava os sábados pra arrumar e limpar a casa. Eu com meus 9, 10 anos já limpava meu quarto (sem pressa pq sou alérgico a poeira). Mas ela sempre botava uns sons em casa pra ouvir. Nada muito bagaceira não! Mamãe tem o gosto refinado! MPB do bom, ou mais ou menos bom. Eu nem curtia aquilo, sério. Era bem roqueirinho MTV (sem roupas pretas ou estilo recluso, pq eu era muito criança, era pobre e não era tão abestalhado assim). Mas de tanto ouvir aquelas músicas, gravei na mente, e quando passei a me interessar por música e tocar, eles me mostraram como música brasileira é incrível, muito bela, rica, inspiradora. Dessa forma, eu passei a gostar de muito artistas antigos: Ângela Maria, Djavan, Jorge Vercillo, Zezé Di Camargo & Luciano (sim eu gosto disso), Calypso (sério), Milton Carlos, Roupa Nova (sou fãzaço até hj), João Bosco, tantos outros… e nossa protagonista, Alcione, A Marrom.

Pois bem, agora vou interligar tudo.

Num desses finais de semana fui pegar games, peguei 2 (lembro bem), um foi Donkey Kong 3 e outro era MegaMan X2. DK3 eu peguei de curioso, nem conhecia (e amei), mas MMX2 eu já tentava há vários finais de semana entender a lógica. (eu era um garoto novo, mas esperto, sabia que tinha que ter alguma lógica pra aquilo). E sempre derrotava o boss inicial, fracote, mas nos 8 bosses seguintes eu peidava na farofa e não fazia ideia de onde ir. Derrotava um ou outro boss mas ficava por isso. Também fique claro que eu pouco sabia de inglês.

Então num desses finais de semana eu fiquei invocado. Puxei um ar e disse “agora eu vou adiante nessa bagaça”. Nesse dia mamãe ligou o CD Ao Vivo (2000) da Alcione, eu nem curtia tanto, mas ela sim. E foi arrumar a casa, fazer comida. Eu no Nintendinho com o robozinho azul. Não peguei nenhum detonado. Nem existia YouTube pra ver gameplay. Fui atrás do chefe do deserto, derrotei na marra e ganhei uma arma que corta. Parece que me deu um lampejo e fui no estágio das plantas, e derrotei o chefe facilmente. Parece que rolou outro lampejo e fui no estágio do jacaré e derrotei de novo bem fácil usando a arma do estágio anterior. Fiquei surpreso quando escolhi o estágio do mar e derrotei aquele siri na lata sem maiores problemas com a arma que peguei no jacaré.

Mas a cena mais visível na minha mente foi que, depois desse estágio do mar, vc ganha uma arma que atira bolhas — água! Vou no estágio do vulcão — fogo. Nesse CD da Alcione tem um Pot-Pourri que ela homenageia Jorge Ben, tocando clássicos dele em samba. É bem agitadinho, legal. E está bem visível na mente, como se eu assistisse um filme, que eu caí na cratera (a sala do boss do vulcão) e comecei a jogar as bolhas nele (e ele recuando e lentamente falecendo) ao som de “Bebete, vambora, pois está na hora!” na voz da Marrom.

Daí pra frente foi só alegria. Infelizmente, o desgraçado do Sigma (chefão final do jogo) é apelão demais pra um garoto de 10 anos, mas aquele dia ficou marcado.

Pode ser algo besta. Mas a nostalgia daquele momento me lembra tudo o que eu vivia. Li outro dia uma frase na internet que dizia assim “pare de dizer que tem saudades do seu tempo de criança, que a vida era melhor, seu tempo era uma bosta, você é que era abestalhado e não se importava com nada ao seu redor como toda criança”. É, eu concordo. Mas minha reação natural foi “saudades do tempo que eu não precisava me preocupar com nada, mesmo nunca tendo sido rico, nem mesmo perto disso; eu podia não me importar com nada, mas também não me sentia como uma poeira cósmica do universo que acha que é grande e que é alguém maior que os outros, só porque tem isso, disse aquilo, pensa assim ou faz assado, e se acha importante mas prejudica tanta gente, e é por conta desses ‘gigantes’ que você diz, e com certeza, que meu tempo era uma bosta, porque na real ele poderia ter sido melhor se o mundo fosse melhor cuidado”. Não vim dar lição de moral, nem vim botar a culpa de todos os problemas do mundo nas grandes corporações ou grandes governos ou whatever (apesar de eu ter opinião formada sobre isso), mas isso aqui é só um adendo pra você que ama nostalgiar e tem que ficar lidando com a frescura dos outros.

Por essas e outras, eu amo esse álbum ao vivo da Alcione. Quando ela começa, com a voz grave e forte, a cantar os versos de Sufoco, “Não sei se vou aturar/Esses seus abusos/Não sei se vou suportar/Os seus absurdos”, eu me arrepio todo, na boa!

Marrom, um abraço. Nintendo, outro abraço. Capcom, um terceiro abraço.

E aos leitores, um grande abraço. Vlw, flw!

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