#UFC189, Parte 1: Um dos melhores eventos de MMA da HISTÓRIA DA HUMANIDADE!

(este é um post que deveria ter saído segunda-feira, 13/07, mas as provas na faculdade me fizeram escantear o blog. ainda assim, o evento foi TÃO INCRÍVEL que acho que merece a leitura, vá lá 😀 )

UFC 189.
Um novo capítulo na maior franquia de MMA do mundo.
Uma pesagem com mais de 10 mil pessoas. PESAGEM!
O melhor PPV de 2015. E acho que o melhor PPV em muitos anos.

Eu ainda tô digerindo esse evento. Cara, foi algo surreal. Ok, eu sou fã de artes marciais/MMA e eu vejo qualquer coisa. UFC, Bellator, WSOF, ONE FC (não consigo chamar de ONE Championship), Jungle Fight, XFC, tantos outros eventos, quando dá tempo vejo qualquer um desses. Outro dia eu discuto porque acho que MMA é esporte (tem gente que acha que não é). Mas ontem minha alma foi lavada pelo UFC 189. Até esportistas e artistas que eu sou fã e que nem curtem tanto MMA prestigiaram e se surpreenderam com o evento. E é tanta informação que vou dividir em duas partes. Essa primeira falará do evento em si, e a segunda falará de outros elementos sobre a empresa UFC e umas coisas que virão a seguir, nos próximos eventos. Vamos lá?

Falando especificamente das lutas. Esse evento deveria ser palco da GRANDE luta entre José Aldo, único campeão do peso-pena (até 65kg) do UFC e invicto a meros 10 anos, e Conor McGregor, o irlandês falastrão que fala um monte e chega no octógono e destrói os oponentes. Seria disputa de cinturão. Tinha tudo pra ser incrível. Mas Aldo se machucou, quebrou uma costela com 2 semanas faltando pra luta. Então o UFC escalou Chad Mendes, aquele mesmo que já enfrentou e perdeu pra Aldo duas vezes — e são as únicas 2 derrotas da carreira dele — e jogou ele pra cima de Conor pra disputar o cinturão interino. Quando Aldo se recuperar, ele e o campeão interino vão lutar pra unificar o título. De qualquer forma era promessa de grande luta, pela primeira vez McGregor seria testado contra um lutador top, ele nem chegou perto disso e pra mim ganhou o title shot no grito mesmo.

Ainda tivemos outra disputa de cinturão, a luta co-principal da noite, entre o campeão Robbie Lawler e o desafiante Rory MacDonald. Fiquei chateado porque sou fãzaço desses dois mas a luta foi muito pouco divulgada. Ficou na sombra da luta principal. Mas por outro lado Lawler é o tipo de lutador que nem precisa de muita promoção, ele lutando já chama audiência e faz o fã fiel (eu) encher o saco do fã casual pra assistir. E o casual acaba amando a luta.

Resumindo as minhas expectativas para as outras lutas (na ordem contrária, porque cards de luta são lidos de baixo para cima. É, vai entender…): Denniz Bermudez vs Jeremy Stephens não parecia ser grande coisa (não pra mim, que nem curto tanto esses caras); Gunnar Nelson vs Brandon Thatch poderia ser legal se Thatch aprendesse a lutar no chão depois de perder pro pequenino Benson Henderson; Thomas Almeida vs Brad Pickett ia ser um grande teste pro brazuca; Matt Brown vs Tim Means, que foi a última luta do card preliminar, era promessa de guerra; as outras lutas nem falo, foram chatas e eu fui fazer uns sandubas.

Agora na ordem que interessa:

O card preliminar foi uma bosta. Nem digo isso pelo fato que todas as lutas terminaram nos pontos, na decisão dos juízes, mas é porque foram ruins mesmo. A única luta que se salvou era altamente promissora, e foi tipo o “main event” do card preliminar. Matt Brown é #5 dos Meio-médios (até 77kg) e sempre faz grandes combates. Só vi uma luta ruim dele, quando Johny Hendricks usou o wrestling e fez um jogo super chato, amarrando a luta, então nem foi culpa de Matt. Mas Tim Means (chamado no lugar de Nate Diaz, que não aceitou a luta) é um bom trocador, então prometia ser boa. E foi. A galera na internet já chamou de luta da noite. Trocaram bastantes golpes, mas no fim, Brown derrubou Means, encaixou uma guilhotina e venceu aos 4:44 do R1.

Thomas Almeida é uma grande promessa do MMA. 23 anos e um cartel perfeito, de 20 vitórias em 20 lutas e apenas uma decisão — quer dizer, as outras lutas ele nocauteou ou finalizou. Há um pequeno porém, ele fez meras 8 lutas em 2012 e 6 em 2013. Isso é muito. Cansa pacas. Sendo que… ele acabou 13 dessas 14 lutas no primeiro round.
Peraí. Na boa, gente. O garoto tem a estrela, saca? É bem talentoso, sim.
Agora no UFC, todos incluindo Dana White dizem que ele será campeão um dia. Mas ele reconhece que é jovem e quer subir degrau a degrau, sem pressa. E Brad Pickett, retornando do peso-mosca (uma categoria abaixo do peso-galo), queria se reencontrar ao mesmo tempo que seria um grande teste pra Thominhas. E foi. O “One Punch” fez jus ao apelido, quebrou (ou ao menos machucou beeeem feio) o nariz do garoto e deu dois knockdowns. Mas Thominhas é duro demais! Acordou pra vida e foi pra cima, devolveu os knockdowns e no início do R2, boom! Uma joelhada voadora. JO-E-LHA-DA-VO-A-DO-RA. Nocaute da noite. Festa. Galera ensandecida. Eu ainda levo fé que esse garoto será campeão peso-galo do UFC enquanto invicto, sem perder nenhuma luta.

Fui tomar um café e perdi o começo de Gunnar Nelson vs Brandon Thatch, mas voltei a tempo de ver algo engraçado. Gunni é bem frio, faz a escola Fedor Emelianenko de ser. Mais que isso, é mestre no chão, mas em pé tem fama de nem bater tão forte. E Thatch é trocador, mestre em karate e kickboxing. O que aconteceu? Gunni deu um knockdown em Thatch. Eu NUNCA achei que ia ver isso. E logo em seguida, Thatch como é uma anta no chão, foi rapidamente finalizado por Gunnar. Foi legal. E engraçado pra quem é fã. 😛

Daí as nuvens baixaram no octógono… nuvens vermelhas. Sim, houve um banho de sangue! Denniz Bermudez vs Jeremy Stephens foi uma batalha e tanto. Foi uma luta bem back and forth, pra lá e pra cá, ninguém sabia quem venceria, mas uma hora alguém ia cair. E foi depois de sangue derramado, knockdowns pros dois lados, reviravoltas e muito grito da galera, que veio o impossível.
Outra joelhada voadora.
Ah, não.
Pera. Por favor.
OUTRA JOELHADA VOADORA.
OUTRO NOCAUTE FANTÁSTICO.

Eu já tava meio bêbado desse evento, quando veio a luta co-principal. Eu não quero falar muito sobre ela. Por favor, se você tiver tempo livre, assista já. Tem por aí na internet. Robbie Lawler vs Rory MacDonald foi uma guerra! Total guerra! Insana! Uma das melhores lutas da história do meio-médio! Incrível!!!1!!onze!! Lawler ficou com um lábio cortado (tipo, partido). Rory quebrou um pé e o nariz, ficou com a cara vermelha de sangue, e chegou a quase desmaiar ao fim da luta. Sendo que ele quebrou o nariz ali pelo R2 ou R3, e daí prosseguiu e chutou e chutou e deu socos e chutou e cotovelou e socou mais e quase derruba o campeão, e talvez por tanto chute quebrou um pé, mas aí ele não finalizou, e Robbie se recuperou… no R5, o round derradeiro, o campeão pegou mais fôlego… o Ruthless acertou os golpe certos, afundou mais o nariz e derrubou o jovem canadense, morrendo de dor. O campeão continua campeão! Agora, com uma boquinha torta. Mas ainda campeão. E nunca haverá um texto que conseguirá descrever como essa luta foi incrível, por mais detalhes que haja.

Por último e absolutamente mais importante. Main event. Chad Mendes vs Conor McGregor. Seria algo inédito porque pela primeira vez o falastrão McGregor lutaria contra um verdadeiro top — me perdoem, mas não considero Dustin Poirier nos penas tão top assim. Nos leves vem muito melhor — e contra um wrestler de elite. Chad Mendes é um cara muito bom de chão. E olhe que dificilmente conseguiu botar José Aldo no chão, o que nos faz pensar que Aldo nunca seria quedado por McGregor se ele tentasse. Mas como seria Mendes contra McGregor? Um passeio, imaginei, PORÉM, com 2 semanas de preparação que Chad teve, ele ia cansar logo, então o passeio seria bem curto, amiguinhos, e McGregor poderia se aproveitar aí.
Primeiro round, Chad pequenininho encurtou bem a distância e acertou bonitamente os socos que tentou contra McGregor, mas o irlandês tava treinado e foi esperto, tomando a iniciativa da luta desde o primeiro segundo, acertando principalmente a barriga — minando o gás do americano — e falando, fazendo muganga, o jogo de quebrar o psicológico do oponente que ele costuma fazer. Mas quando Mendes teve a chance, quedou Conor muito fácil. E manteve ele no chão um tanto fácil. Ou seja: o irlandês nem é lááá essas coisas todas. Pelo menos fechou a guarda na boa. Mas tomou uns golpes, desferiu outros, mesmo de costas no chão, e em pé foi muito efetivo. 10-9 pra ele.
No segundo round, se segure… Mendes dominou mais de 3 minutos no chão depois daquele takedown. Bateu, bateu, bateu. Daí fez a besteira: ele é pequeno, tem um cara grandão embaixo dele, ele passa a guarda (bem facilmente, por sinal) e tenta a finalização. Mas Chad tá cansadinho, coitado. McGregor se sacode que nem um esqueleto ambulante e escapa da finalização. Ah, não foi tão simples assim, não. Conor foi inteligente ao escapar, o Gracie Breakdown explica o que aconteceu (e você vai exercitar seu inglês). Levantaram, Chad respirava fundo e Conor inteiro. Acertou socos, mais socos, 10s pra acabar a luta, Chad cai e continua sendo acertado, não vai aguentar… o juiz interrompe e Conor McGregor é campeão interino dos pesos-pena! 

O falastrão disse. Entrou no octógono e fez.
Toda a carga emocional e a tensão envolvidas foram nocauteadas por Conor McGregor.
Las Vegas, invadida por irlandeses, fechou a noite em verde, branco e laranja. E eu agradeci aos céus por ter visto aquilo. Que noite, que evento, que luta.

“Wow.
Unbeliaveble.
He did it.”
– Joe Rogan, comentarista do UFC. 

Nada mais a comentar.
Só fico triste porque sei que vai demorar até termos outro evento tão épico.
Mas prossigo na fé de poder ver algo semelhante.

Até mais!

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