Perdão.

“Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: ‘Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?’ Jesus respondeu: ‘Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete'”. (Mateus 18:21-22.)

Esta passagem vem logo após Jesus ter tratado daquele pecador incorrigível, “Se teu irmão tiver pecado…” etc e tal, onde nesse caso o pecador escuta a parte ofendida, ou algumas testemunhas, ou então toda a comunidade. Mas aí outra questão surge. Quantas vezes essa pessoa deve ser perdoada? Pedro, sempre dando uma de porta-voz, responde a si mesmo, com o que imagina ser uma resposta generosa: “Até sete vezes?” Porém, Jesus o corrige e surpreende quando responde: setenta vezes sete.

Na Bíblia, o 7 tem significado de totalidade, plenitude, completação. Assim é vingado Caim (Gn 4:24). Quando aparece multiplicado por ele mesmo, como no caso de Lameque, vingado por setenta vezes sete (Gn 4:24), não significa excesso em si, mas sim a retirada do limite implicado na totalidade. Você meio que faz uma hipérbole, saca? Então resulta num número tão grande, tão absurdo, que se perde a conta, o limite já não importa mais.

Essa mesma ideia de totalidade, plenitude, do numero sete, é ainda usada no Novo Testamento. São sete os pães multiplicados e sete os cestos de pedaços que sobraram (Mt 15:34-37). O que deve ser aprendido deste trecho e dos outros é que ao cristão não cabe colocar limites ao perdão.

Para melhor esclarecer o perdão sem limites, Jesus usa como exemplo a parábola do devedor implacável. Esta parábola é uma outra forma narrativa para o segundo pedido que fazemos ao orar o Pai Nosso: “perdoa as nossas dívidas assim como perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6:12). Desta maneira, Ele evidencia que a disposição de Deus para nos perdoar depende da nossa disposição de perdoar os que nos ofendem. Devemos identificar o rei, da parábola, como sendo Deus. Importante ver que esse rei é tratado como senhor, exige uma prestação de contas, e demonstra sua misericórdia ao perdoar a dívida enorme. Entretanto, o servo implacável nada aprende com o exemplo de seu rei e age de forma cruel com outro servo, que lhe é devedor, fato que resulta na revogação do seu perdão. Lascou-se. u.u

Este trecho do evangelho nos adverte de que o perdão de Deus é inesgotável, mas está condicionado a nossa disposição de perdoar os outros. Mostra-nos também que até o perdão concedido por Deus pode ser revogado, se não soubermos perdoar como Ele. Fica esperto, mano! Os implacáveis ficam de fora da misericórdia divina, e aqueles que desejam receber essa misericórdia, precisam ser misericordiosos com os outros.

Para a pessoa sem Cristo é quase impossível perdoar. Quem me dá forças para perdoar é a ação do Espírito do Senhor em minha vida. O Espírito não economiza: nem sei o quanto eu merecia, e SE eu merecia algo, mas o que Ele me ajuda é muito mais do que setenta vezes sete…

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Perdão.

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